
Conservação de cavalos-marinhos na natureza e em cativeiro
A influência do ambiente e do movimento.
Das 37 espécies do género Hippocampus, cujo o estatuto de conservação foi avaliado pela União Internacional para a Conservação da Natureza IUCN, apenas duas existem na Ria Formosa, o cavalo-marinho-de-focinho-longo, Hippocampus guttulatus e o cavalo-marinho-de-focinho-curto, Hippocampus hippocampus.
A produtividade elevada deste sistema lagunar sustenta uma das maiores e mais estáveis populações de cavalos-marinhos do mundo, de acordo com dados obtidos entre 2001 e 2002.
Observações recentes, entre 2007 e 2008, comprovaram um decréscimo acentuado, na ordem dos 85%, no número de indivíduos destas duas espécies. Torna-se, por isso, relevante monitorizar as populações destes dois peixes, tendo como objetivo obter informação necessária para a gestão e conservação destas populações.
Segundo o IUCN (International Union for Conservation of Nature), a informação atual sobre estas duas espécies é insuficiente para que seja feita uma avaliação direta ou indireta do seu risco de extinção com base na sua distribuição e/ou estatuto da população.
Este projeto, proposto pela Universidade do Algarve, envolve a participação do Project Seahorse e do Fisheries Biology and Hydroecology Research Group (Centro de Ciências do Mar, Universidade do Algarve) e conta com o apoio do Oceanário de Lisboa, recentemente foi-lhe atribuido o 1º lugar do Fundo InAqua.
Numa perspetiva conservacionista, pretende contribuir para o desenvolvimento de estratégias de conservação e de manutenção das populações de H.guttulatus e H. hippocampus ainda existentes na Ria Formosa e sensibilizar os órgãos decisores para a necessidade de preservar estas espécies e os seus habitats.
Veja as reportagens da Sic e do Diário de Noticias sobre o projeto na ria Formosa.


















