História

História_Oceanário de Lisboa

(...) O projeto, quer a nível da arquitetura, quer a nível da engenharia, da biologia e do próprio conceito expositivo, foi estruturado com base em dois temas principais que, em conjunto, compõem uma história rica em pormenor científico e em valores humanísticos, acentuando os benefícios de uma relação harmoniosa entre o homem e a natureza: "Um só oceano" e "A vida para além de fronteiras imaginárias".
Francisca Menezes Ferreira in "Pavilhão do Oceanos - Exposição Mundial de Lisboa de 1998"

Motivados pela poluição que ameaça gravemente a saúde dos oceanos, e devido à sobreexploração de recursos, em terra e no mar, os fundadores da EXPO'98 planearam construir um aquário. Este deveria manter viva a mensagem da Expo‘98 e, ao mesmo tempo aumentar a oferta cultural e educacional do país.
Assim nasceu o Oceanário de Lisboa, um aquário gigante totalmente dedicado aos oceanos e à sua conservação.

Conceito
"O Oceanário celebra a vida na terra através de uma visão deslumbrante da vasta e complexa diversidade de seres vivos que habitam este oceano global, evocando o papel vital que este exerce na saúde e evolução planetária."
Francisca Menezes Ferreira in "Pavilhão do Oceanos - Exposição Mundial de Lisboa de 1998"


EDIFÍCIO DOS OCEANOS

Oceanário de Lisboa_Edifício dos Oceanos

Celebração dos oceanos

O Edifício dos Oceanos foi projetado por uma equipa da Cambridge Seven Associates, liderada pelo arquiteto americano Peter Chermayeff, e construído pela Engil, em colaboração com várias empresas especializadas em diversas áreas.

Durante a EXPO 98, funcionou como pavilhão dos oceanos, apresentando-se então como uma das suas principais atrações. Em outubro de 1998 o Edifício dos Oceanos abriu definitivamente ao público, tornando eterna a ligação de Lisboa com o oceano. Ao mesmo tempo, criou um elo entre o passado, vocacionado para a sua descoberta, e o futuro, dirigido para o seu conhecimento e conservação.

O Edifício dos Oceanos e o Edifício Administrativo estão ligados por uma ponte, que simboliza o cais de embarque para uma inesquecível viagem de descoberta do fascinante mundo aquático.

Navio ancorado, pronto a zarpar

A localização do Edifício dos Oceanos, rodeado por água, assim como a sua arquitetura exterior, representam duas imagens de enorme encanto: a de uma ilha solidamente plantada no centro do oceano e a de um barco ancorado à beira-mar, pronto a largar amarras à descoberta do oceano global.

A sua arquitetura foi concebida para albergar uma exposição que surpreende a cada visita. Cada uma das quatro faces do edifício é recortada, simulando os relevos geológicos da costa e adaptando-se aos contornos internos das paisagens recriadas no seu interior, visíveis através de fachadas de vidro.

Devido à diferença destas paisagens, as fachadas de vidro são tratadas com uma película que permite filtrar a luz solar com diferentes níveis de intensidade.

O imponente aquário central, com cerca de 5 milhões de litros de água, representa o Oceano global, albergando mais de cem espécies de quatro oceanos. À sua volta estão representados quatro habitats marinhos criando a ilusão de que estamos perante um só aquário, um só oceano.

A visita desenrola-se em dois níveis, o terrestre e o subaquático, entre o habitat do Atlântico norte e o habitat do Índico tropical, passando pelas orlas costeiras do oceano Antártico e pela floresta de algas gigantes de zonas temperadas do oceano Pacífico.


EDIFÍCIO DO MAR

Oceanário de Lisboa_Edifício do Mar


O Edifício do Mar, inaugurado em 2011, veio alargar a oferta do Oceanário de Lisboa com um novo conjunto de serviços que reforçam o papel do equipamento na promoção do conhecimento dos oceanos. Revestido por uma fachada de "escamas" materializada por peças de cerâmica em três tons de branco, conferindo-lhe um aspeto orgânico e inovador.

Com a inauguração do novo edifício, surgiu a primeira exposição temporária "Tartarugas marinhas. A viagem", que esteve aberta ao público até setembro de 2014. Um espaço expositivo que permitia aos visitantes conhecerem a história única de vida das tartarugas marinhas. Aliando as características destes répteis marinhos à conceção de uma experiência de viagem inédita para o público, a exposição inovou com um aquário de design raro, original entre os equipamentos congéneres.

A segunda exposição temporária “Florestas Submersas by Takashi Amano” foi inaugurada em abril de 2015. Uma exposição que apresenta o mundo das florestas tropicais e dos seus sistemas aquáticos que, através de um deslumbrante aquário em forma de “U”, levará os visitantes a sentirem a magnificência destes ecossistemas como se fizessem parte do seu equilíbrio e a envolverem-se na sua conservação, acompanhada de uma composição inédita de Rodrigo Leão.

Clique aqui para saber mais sobre a exposição “Florestas Submersas by Takashi Amano”.

Integrado no percurso, o "Restaurante Tejo" permite que o público usufrua de um espaço para relaxar enquanto almoça ou se delicia com um brunch sem ter que sair das instalações do Oceanário.

O Edifício do Mar integra ainda o auditório "Mar da Palha", com capacidade para 117 pessoas que se apresenta como um novo espaço para diversos eventos, desde peças de teatro a seminários. Este equipamento constituirá uma nova oferta ao nível do mercado de eventos, assim como servirá de suporte à programação educativa e lúdica do Oceanário de Lisboa.

O Oceanário está agora dotado com um espaço conjunto para os serviços de bilheteira e de atendimento direto ao público, no Edifício do Mar.