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Quem financiamos

A ciência e a arte na conservação dos tubarões-martelo-recortado no Japão

2016 - Em curso

O projeto "A ciência e a arte na conservação dos tubarões-martelo-recortado no Japão", da Zoological Society of London, tem como objetivo sugerir medidas de proteção para esta espécie (Sphyrna lewini) no Japão, aprofundando o conhecimento da população destes tubarões, através da sua monitorização com marcas de satélite e transmissores acústicos. O projeto pretende, também, envolver a população local, através da participação de operadores de mergulho nas ações de marcação dos tubarões. Serão realizadas três ações educativas, em galerias de arte no Japão, em Singapura e em Hong Kong. As ações apresentarão, de forma original, fotografias e vídeos do projeto, bem como obras de arte criadas por artistas de renome, com o objetivo de sensibilizar a população para a conservação desta espécie.

No Japão, as medidas de conservação são praticamente inexistentes, pelo que se pretende envolver as autoridades japonesas e promover a criação de uma reserva na zona de agregação dos tubarões-martelo-recortado.

O Oceanário de Lisboa, no âmbito da sua missão, apoia financeiramente este projeto, por se tratar de uma espécie que enfrenta diversas ameaças, sendo o seu estatuto de conservação segundo o IUCN “Em perigo”, verificando-se, por isso, a necessidade de aprofundar o conhecimento da espécie e implementar medidas de conservação.


Octoparque | O polvo no Parque Marinho Professor Luiz Saldanha

2016 - Em curso

O polvo é dos mais valiosos recursos pesqueiros em Portugal e a principal espécie alvo da frota licenciada no Parque Marinho Professor Luiz Saldanha. Apesar da sua importância nacional, a gestão pesqueira do polvo é limitada a medidas técnicas com cumprimento e fiscalização deficientes. No caso do Parque Marinho Professor Luiz Saldanha, o elevado número de covos permanentemente depositados nas áreas de proteção complementar e parcial cria conflito espacial com outras artes (e.g. redes de tresmalho) e outras atividades (e.g. mergulho) e diminui a eficácia das medidas de conservação propostas. Neste projeto, procura-se ensaiar medidas mais eficazes na gestão da pesca do polvo usadas com sucesso na Galiza (Espanha). Pretende-se também aumentar o conhecimento sobre o crescimento, os movimentos, o comportamento alimentar do polvo e a sua interação com as artes de pesca, e a sobrevivência de polvos pequenos após marcação e reintrodução.

Este projeto resulta de uma parceria entre o Oceanário de Lisboa, o Instituto Português do Mar e Atmosfera e o Instituto da Conservação da Natureza e da Florestas.
O Oceanário financia o OCTOPARQUE e participa na manutenção e marcação experimental dos polvos e no apoio às campanhas in situ.


Projeto Piaba

2015 - Em curso

O Oceanário de Lisboa apoia financeiramente o projeto PIABA, na região do rio Negro (Amazónia, Brasil), cuja missão é promover a sustentabilidade ambiental e social na captura e comercialização de peixes ornamentais. Ao promover esta indústria o projeto contribui para a conservação das florestas tropicais da Amazónia, através dos seus habitantes, incluindo um grande número de tribos. Este apoio possibilita a formação e treino das comunidades locais, gerando benefícios e uma cultura de boas-práticas ambientais diversas.

40.000 pessoas são impactadas nas comunidades ribeirinhas da Amazónia onde o comércio de peixes ornamentais é a principal fonte de subsistência.
1.000 famílias chamadas "Piaberos" pescam ao longo do rio Negro capturando os peixes à mão, com calma e delicadeza. Os peixes não desejados são libertados instantaneamente após a captura.






FAITAG | Fish and aquatic invertebrate taxon advisory group

2015 - Em curso

Uma das dificuldades na gestão de populações de espécies aquáticas prende-se com a informação sobre a genética dos indivíduos como, por exemplo, a confirmação da paternidade dos indivíduos que nascem em ambiente controlado como nos aquários públicos, a origem dos fundadores da população, o seu grau de parentesco e a confirmação de que todos os indivíduos da população pertencem à mesma espécie.

O “Fish and Aquatic Invertebrate Taxon Advisory Group” (FAITAG), é um grupo criado por membros da “European Association of Zoos and Aquaria” (EAZA) e da “European Union of Aquarium Curators” (EUAC), que gere um fundo genético europeu, no âmbito de programas de reprodução de espécies ameaçadas desenvolvidos pelos aquários públicos europeus. O Oceanário de Lisboa financia um fundo para análises genéticas, no âmbito do FAITAG. O objetivo deste projeto é a realização de estudos de genética em espécies cuja informação é deficiente, seja pelo estatuto de conservação da espécie em causa ou pelas características da população.


Programas de conservação de tartarugas em São Tomé e Príncipe

2013 - Em curso

As tartarugas marinhas nasceram para ficar. Com uma armadura única, nadam nos oceanos desde o tempo dos dinossauros. Durante séculos foram procuradas pelos seus ovos, carne, gordura, pele e carapaça, o que levou ao declínio de várias populações. Atualmente, com o rápido crescimento da população humana, surgiram novas ameaças que põem em perigo a sua sobrevivência. A poluição, a pesca acessória, o desenvolvimento costeiro, as alterações climáticas e o comércio ilegal colocam as tartarugas marinhas entre as espécies mais ameaçadas do planeta sendo urgente sensibilizar para a sua conservação.

O Oceanário assume um papel ativo, financiando e apoiando dois programas de conservação desenvolvidos em São Tomé e Príncipe, pela Associação para a Proteção, Pesquisa e Conservação das Tartarugas Marinhas nos Países Lusófonos (ATM). Saiba mais sobre o projeto aqui



O Programa Tartarugas Marinhas é um projeto de conservação desenvolvido pela ATM, inicialmente na Ilha do Príncipe. Para alargar a área de atuação à Ilha de São Tomé e consolidar a conservação destes animais a nível nacional, a ATM criou uma parceria com a ONG MARAPA (Mar Ambiente e Pesca Artesanal) responsável pelos trabalhos de proteção de tartarugas marinhas nesta ilha.

Os projetos desenvolvidos pela ATM em São Tomé e Príncipe têm por base três áreas de atuação, complementares entre si: ações de proteção direta, campanhas de formação e sensibilização e aprofundamento do conhecimento científico.
A ATM desenvolve ações de proteção às tartarugas marinhas, garantindo as condições necessárias à sua nidificação, à viabilidade das posturas e à sobrevivência dos adultos. Por outro lado procura sensibilizar as populações locais criando material didático e educativo para o público escolar e criou uma plataforma para partilha e divulgação dos dados obtidos.

Relatório anual do projeto 2015 | 2016

Shark-tag

2012 - Em curso

Photo Sphyrna zygaena © Andy Murch / SeaPics.com

O projeto SHARK-TAG, do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, tem como objetivo aprofundar o conhecimento sobre as migrações e a utilização de habitat do tubarão-martelo-liso (Sphyrna zygaena), recorrendo à marcação de exemplares em várias regiões do Oceano Atlântico.
Este tubarão é uma espécie semipelágica, com distribuição global em zonas temperadas e tropicais. É um dos maiores tubarões-martelo, ocorre em zonas costeiras e em águas abertas, sendo particularmente suscetível à sobrepesca, com alguns estudos a apontar para um declínio das populações desta espécie, na ordem dos 80%.

O Oceanário de Lisboa, no âmbito da sua missão, apoia financeiramente este projeto por se tratar de uma das espécies menos estudadas do género Sphyrna, sendo urgente aprofundar conhecimento para a implementação de medidas de conservação.

Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza esta espécie é considerada "vulnerável", contudo, este mesmo organismo solicitou a submissão de mais informação sobre esta espécie por considerar a informação atual desatualizada. Os resultados deste estudo que recorre à telemetria via satélite, irão complementar os resultados de outros estudos na área da biologia e genética da população de tubarão-martelo-liso no Atlântico.

Relatório de progresso Projeto SHARK-TAG


Comportamento, interações predador-presa e interação com a pesca do peixe-lua, Mola Mola

2012

Os peixes-lua passam muito tempo à superfície, ao sabor das correntes. Por esta razão, são facilmente capturados por redes derivantes e são vítimas da pesca dirigida a outras espécies, a chamada pesca acessória.

Este projeto tem como principal objetivo aprofundar o conhecimento sobre as migrações, o comportamento e a utilização de habitat desta espécie, através da colocação de transmissores GPS com o objetivo de seguir o percurso dos peixes-lua marcados. Paralelamente às marcações são realizadas colheitas de plâncton e a amostragem de indivíduos capturados em operações de pesca para a análise de isótopos estáveis. Com esta informação espera-se, não só, a determinação do principal tipo de presa do peixe- lua, assim como a identificação de possíveis áreas de alimentação. Para se prever as respostas da espécie a pressões externas como alterações climáticas ou atividades pesqueiras, as campanhas realizadas são um passo importante para uma melhor compreensão da ecologia desta espécie tão carismática e obter mais informação para ser possível propor medidas para a sua conservação.

O projeto "Comportamento, interações predador-presa e interação com a pesca do peixe-lua, Mola mola" do CIBIO da Universidade do Porto, do Marine Biological Association of the United Kingdom e da Universidade de Southampton - UK, conta com o financiamento do Oceanário de Lisboa.
O Oceanário apoia também este projeto na área da medicina da conservação.

No dia 9 de maio de 2013, no decorrer de uma campanha, no Sul de Portugal mais precisamente em Olhão, foi feita a marcação de um peixe-lua que tinha 1,4 metros de largura.
O percurso foi representado desde o dia em que foi marcado, ponto (branco), até setembro, altura em que se encontrava no Mediterrâneo.

Ver representação do percurso no mapa.


Adopte uma pradaria marinha

2010 - 2011

Na Europa, as pradarias marinhas estão classificadas como ecossistemas ameaçados e em declínio.

O projeto "Adopte uma pradaria marinha", do Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve, finalizado em 2011, teve como objetivo a criação de várias plataformas que permitissem sensibilizar os cidadãos e entidades decisoras para a degradação destes ecossistemas, bem como criar oportunidades de envolvimento na monitorização e proteção destas áreas. Formadas por plantas (macrófitas) pertencentes a espécies em estrita proteção (Anexo I da Convenção de Berna), como a Zostera noltii, a Zostera marina e a Cymodocea nodosa, as pradarias marinhas, na Europa, estão classificadas como ecossistemas ameaçados e em declínio, pela Convenção de OSPAR (Organização para a Proteção do Ambiente Marinho do Atlântico Norte).

A longo prazo, este projeto foi o primeiro passo para o desenvolvimento de um plano de gestão e de conservação de pradarias marinhas em Portugal, invertendo o seu cenário de degradação.

Relatório final do projeto "Adopte uma Pradaria Marinha"

 


Distribuição e estratégia de colonização da lampreia-de-rio

2009 - 2011

Este estudo, resultado de uma parceria da Universidade de Évora e da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Instituto de Oceanografia), teve como objetivo principal aprofundar o conhecimento sobre a migração reprodutora de uma das espécies mais ameaçadas em Portugal, a lampreia-de-rio.

Ao longo de três anos de projeto foi possível identificar os principais constrangimentos à sua sobrevivência na única bacia hidrográfica onde foi confirmada a sua presença, a bacia do rio Tejo.

Relatório final do projeto


Proteção e gestão integrada de tartarugas marinhas em Cabo Verde e programa SADA na ilha do Príncipe

2007 - 2010

O projeto de proteção e gestão integrada de tartarugas marinhas começou a ser implementado numa vila piscatória do Concelho de São Domingos, Ilha de Santiago, em Cabo Verde, em 2007.

Em 2009, um projeto muito semelhante foi lançado na Ilha do Príncipe, República de São Tomé e Príncipe, onde passou a ser conhecido por Programa SADA. Em Cabo Verde encontra-se a maior população atlântica de tartaruga-comum (Caretta caretta) e surgem ocasionalmente juvenis de outras espécies como a tartaruga-verde (Chelonia mydas) e tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata). Surgem ainda, pontualmente, exemplares da tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) e tartaruga-olivácea (Lepidochelys olivacea).
A Ilha do Príncipe, por sua vez, acolhe a última população reprodutora da costa atlântica de África da tartaruga-de-pente, localmente chamada tartaruga-de-escamas-levantadas (Eretmochelys imbricata). Segundo o IUCN (International Union for Conservation of Nature), esta espécie encontra-se "criticamente em perigo", estimando-se que existam na ilha do Príncipe apenas cerca de 100 a 120 fêmeas adultas reprodutoras. Ocasionalmente surgem ainda, nesta ilha, juvenis e adultos de tartaruga-verde (Chelonia mydas) e tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), representando populações significativas na região.

Estes projetos, desenvolvidos pela Universidade do Algarve, pretendem, através de duas componentes, contribuir para a conservação das várias espécies de tartarugas marinhas que ainda ocorrem nestes países. A primeira componente, de ação social, procura sensibilizar as populações locais e criar alternativas que assegurem a subsistência destas populações, como o ecoturismo ou o "turtle watching".  A segunda, de cariz conservacionista, tem como objetivo assegurar a conservação destas espécies ameaçadas, garantindo as condições necessárias à sua nidificação, à viabilidade das posturas e à sobrevivência dos adultos, especialmente das fêmeas reprodutoras. 

Relatório do programa de proteção e gestão integrada de tartarugas marinhas em Cabo Verde

Relatório do programa SADA na ilha do Príncipe

Reportagem | Tartarugas Marinhas | Portugal Dive


Margov

2008 - 2011

O projeto MarGov, da Universidade Nova de Lisboa (IMAR), decorreu entre 2008 e 2011 com o objetivo de construir de forma colaborativa, com os atores sociais e institucionais, um Modelo de Governância para a cogestão do Parque Marinho Professor Luiz Saldanha (Serra da Arrábida).

Apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo Oceanário de Lisboa, o modelo de gestão participada para esta área marinha envolveu as comunidades locais, entidades públicas e privadas e a comunidade científica, com o objetivo de se tornar aplicável a uma rede de áreas marinhas protegidas (AMP) da costa continental portuguesa.

Relatório final do projeto "MarGov"


Enguia-limpa

2008

Teve como objetivo contribuir para a elaboração do plano de gestão da enguia-europeia e para o esforço que está a ser feito a nível internacional na preservação deste recurso europeu.

Este estudo da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (Instituto de Oceanografia), considerou que a quantificação do impacto causado pelo parasitismo e pela contaminação por metais pesados nesta espécie, aspetos importantes no declínio global da enguia-europeia, é fundamental para o cumprimento do objetivo da sua conservação.

Relatório final do projeto "Enguia LIMPA"